"Com seu braço forte, o ferreiro, protegido pelo avental, põe as tenazes no fogo, agarra a ferramenta aquecida e a coloca sobre a bigorna. Seus olhos astutos examinam a peça candente. Ele vê o que ela é agora e planeja o que quer que venha a ser... mais aguçada, mais achatada, mais longa, mais larga. Com uma ideia clara na mente, ele começa a trabalhar. Com a mão esquerda prendendo a ferramenta quente, na ponta da tenaz, ele usa a direita pra bater com a marreta no metal amolecido e moldável. Na bigorna sólida, o ferro ardente é remoldado. O ferreiro sabe o tipo de instrumento que deseja. Sabe o tamanho, a forma, a força. Bang! Bang! O malho bate. A oficina vibra com o barulho, o ar se enche de fumaça e o metal amolecido responde. Mas a resposta não é obtida facilmente. Exige algum desconforto. Derreter o velho e moldá-lo novamente como novo, é um processo executado aos poucos. O metal permanece entretanto na bigorna, permitindo que o ferramenteiro remova as cicatrizes, repare as ...